Netscout amplia proteção contra ataques ddos além das cdns

5 минут чтения

NETSCOUT amplia proteção contra ataques DDoS para além das CDNs

O aumento acelerado do tráfego digital tornou os ataques distribuídos de negação de serviço, conhecidos como DDoS, uma ameaça cada vez mais complexa para empresas de todos os setores. Nessa modalidade de ataque, criminosos utilizam redes de dispositivos comprometidos para gerar grandes volumes de requisições e sobrecarregar sites, servidores, aplicações e conexões corporativas.

A dimensão dessas ofensivas também evoluiu. Já foram registrados picos superiores a 30 terabits por segundo (Tbps), intensidade capaz de comprometer mecanismos de defesa que, até pouco tempo, eram considerados suficientes. Diante desse cenário, a proteção contra DDoS deixou de ser apenas uma questão operacional e passou a fazer parte da estratégia de continuidade dos negócios.

Segundo Christopher Rodriguez, diretor de pesquisa de segurança e confiança da IDC, os invasores podem ter diferentes objetivos, mas o efeito procurado costuma ser o mesmo: consumir os recursos da organização atacada. Quando a infraestrutura fica indisponível, a empresa pode perder vendas, interromper serviços essenciais, prejudicar sua reputação e ainda enfrentar custos de recuperação.

Por que a CDN pode não ser suficiente

As redes de distribuição de conteúdo, ou CDNs, são amplamente utilizadas para melhorar o desempenho de aplicações. Elas replicam conteúdos em servidores distribuídos geograficamente, aproximando os dados dos usuários e reduzindo o tempo de resposta.

Essa arquitetura também contribui para a mitigação de ataques DDoS, pois permite absorver e filtrar parte do tráfego malicioso antes que ele alcance o ambiente de origem. No entanto, a CDN não necessariamente protege todos os pontos de entrada de uma aplicação.

Scott Iekel-Johnson, vice-presidente associado de gerenciamento de produtos da NETSCOUT, alerta que não é seguro presumir que uma aplicação esteja completamente protegida apenas por estar posicionada atrás de uma CDN. Dependendo da arquitetura, os criminosos podem encontrar rotas alternativas para alcançar diretamente a infraestrutura original.

Além de mirar o endereço de origem, os atacantes podem tentar se misturar ao tráfego legítimo. Para isso, simulam padrões de navegação de usuários reais, dificultando a identificação de anomalias por filtros baseados apenas em volume, endereço IP ou comportamento superficial.

AED atua além da camada de distribuição

Para enfrentar essa limitação, a NETSCOUT apresenta o Arbor Edge Defense, conhecido pela sigla AED. A solução funciona como uma camada adicional de proteção posicionada próxima à aplicação e à infraestrutura que precisa ser preservada.

Durante uma ofensiva, o AED analisa o tráfego que chega ao ambiente protegido e procura identificar a origem e o comportamento dos acessos. A tecnologia foi desenvolvida para enxergar tanto as conexões encaminhadas pela CDN quanto as tentativas de acesso direto ao ambiente de origem.

Essa visibilidade permite detectar quando um invasor tenta contornar a rede de distribuição e atacar diretamente servidores, roteadores ou outros componentes da infraestrutura. Dessa forma, a proteção não fica limitada ao caminho mais evidente utilizado pelos usuários.

A abordagem também busca evitar um problema comum em respostas emergenciais: bloquear tráfego demais e impedir o acesso de clientes legítimos. Em vez de simplesmente interromper grandes faixas de endereços ou desligar uma aplicação, o AED procura separar as atividades maliciosas das interações normais.

Mais precisão na resposta ao incidente

O objetivo é manter conectados os usuários que estão realizando ações legítimas, como comprar um produto, acessar uma conta ou utilizar um serviço digital. Ao mesmo tempo, as requisições consideradas perigosas podem ser interrompidas antes de consumir recursos relevantes da organização.

Essa capacidade é especialmente importante para empresas que dependem de aplicações disponíveis continuamente. Bancos, plataformas de comércio eletrônico, operadoras, serviços públicos e sistemas corporativos podem sofrer impactos significativos mesmo quando a indisponibilidade dura poucos minutos.

Outro ponto relevante é que um ataque DDoS nem sempre ocorre de forma isolada. Muitas campanhas combinam a sobrecarga da rede com tentativas de invasão, exploração de vulnerabilidades, roubo de credenciais ou extorsão. Por isso, a análise do tráfego precisa considerar não apenas a quantidade de requisições, mas também sua origem, frequência, padrão e finalidade aparente.

Proteção deve abranger toda a arquitetura

A adoção de uma CDN continua sendo uma medida importante para desempenho e disponibilidade, mas ela deve fazer parte de uma estratégia mais ampla. As organizações precisam mapear todos os caminhos capazes de alcançar suas aplicações, incluindo endereços de origem, APIs, serviços de resolução de nomes, ambientes em nuvem, conexões de parceiros e sistemas de administração.

Também é recomendável restringir o acesso direto à infraestrutura sempre que possível. Firewalls, listas de controle, segmentação de rede e políticas específicas para serviços internos reduzem as oportunidades de exploração por parte dos atacantes.

A preparação prévia é outro fator decisivo. Empresas que definem responsabilidades, critérios de escalonamento e procedimentos de comunicação conseguem reagir com mais rapidez quando um ataque começa. O plano deve indicar quem autoriza bloqueios, como preservar evidências e quais serviços devem receber prioridade.

Monitoramento e testes reduzem riscos

O monitoramento contínuo ajuda a detectar alterações no padrão de tráfego antes que elas provoquem uma interrupção. Indicadores como crescimento repentino de requisições, concentração de acessos em determinados recursos e aumento de erros podem revelar uma campanha em andamento.

Testes periódicos também são necessários. Simulações controladas permitem verificar se a infraestrutura suporta picos, se os mecanismos de filtragem estão corretamente configurados e se as equipes sabem como agir em uma situação real.

A proteção contra DDoS, portanto, não depende de uma única tecnologia. Ela combina visibilidade, capacidade de filtragem, redundância, controle de rotas e processos bem definidos. Com o AED, a NETSCOUT busca reforçar justamente a área que pode permanecer exposta quando a empresa depende exclusivamente da CDN.

Ao levar a análise para mais perto da aplicação e considerar simultaneamente os acessos indiretos e diretos, a solução pretende oferecer uma resposta mais precisa às ameaças atuais. O objetivo final é preservar a disponibilidade dos serviços sem transformar a defesa em uma barreira para os próprios clientes.