Modelo indireto impulsiona crescimento da beephish em 2025 com canais

Modelo indireto impulsiona crescimento da Beephish em 2025

A Beephish, startup brasileira especializada em gestão do risco humano em cibersegurança, vem colhendo resultados expressivos com a adoção de um modelo de vendas totalmente indireto. Em 2025, a empresa registrou um salto de 189% na sua base de parceiros, passando de 18 para 52 canais ativos em todo o país. Esse avanço consolidou a estratégia de atuar exclusivamente por meio de parceiros e abriu caminho para uma nova etapa, marcada pelo lançamento de um Programa de Canais mais robusto, previsto para março.

A expansão da rede foi consequência direta da decisão de concentrar toda a operação comercial em parceiros, sem força de vendas direta própria. Hoje, o ecossistema da Beephish é formado por integradores, provedores de serviços gerenciados de segurança (MSSPs), consultorias de governança, risco e compliance (GRC) e empresas especializadas em projetos de conscientização em segurança da informação. Esse mix permite que a startup esteja presente em diferentes perfis de clientes, desde empresas em estágio inicial de maturidade em segurança até organizações altamente reguladas.

Segundo Natália Santos, gerente de Canais e Marketing da Beephish, o desempenho recente é resultado da consistência dessa estratégia: “O crescimento da Beephish no último ano foi diretamente puxado pelo nosso modelo de canais. Agora entramos em uma fase mais estruturada, em que buscamos parceiros que não apenas revendam, mas que compartilhem nossa visão de longo prazo e estejam conectados às exigências regulatórias que estão moldando o mercado de cibersegurança no Brasil.”

Nova fase do Programa de Canais

O Programa de Canais foi redesenhado para atender principalmente empresas com abordagem consultiva, que atuam de forma recorrente no dia a dia dos clientes, seja oferecendo serviços gerenciados, seja construindo jornadas contínuas de conscientização e cultura de segurança. A lógica é privilegiar parceiros que não enxergam a solução como venda pontual, mas como parte central de um portfólio de segurança orientado a pessoas e processos.

Na avaliação dos parceiros, a Beephish passará a considerar não apenas o volume de vendas, mas uma combinação de fatores: desempenho comercial ao longo do tempo, geração recorrente de negócios, capacidade de originar novas oportunidades no mercado, grau de aderência às funcionalidades da plataforma e alinhamento com a visão de gestão de risco humano. Com isso, a empresa busca canais que contribuam para projetos mais estratégicos, e não apenas transacionais.

Estrutura de níveis e benefícios

O programa mantém quatro níveis de parceria: Finder, Register, Silver e Gold. Cada faixa representa um estágio de relacionamento, compromisso e resultados entre o parceiro e a Beephish. O nível Gold permanece como o topo da pirâmide, simbolizando o maior reconhecimento estratégico, com requisitos mais rigorosos de performance e engajamento.

Entre os principais benefícios previstos para os parceiros estão:
– treinamentos técnicos e comerciais para capacitar equipes de vendas e de entrega;
– trilhas de certificação por categoria, reforçando o conhecimento em risco humano e cibersegurança;
– incentivos comerciais progressivos conforme o nível de parceria;
– proteção de oportunidades para garantir segurança nas negociações iniciadas pelo parceiro;
– ações de marketing cooperado, como campanhas, eventos e materiais personalizados para apoiar a geração de demanda.

O lançamento oficial dessa nova fase será realizado em março, em um webinar exclusivo para a base de parceiros da Beephish. Durante o evento, a empresa detalhará os critérios de elegibilidade para cada nível, as metas anuais, as regras de engajamento e o pacote completo de benefícios destinado aos canais que se destacarem.

Estratégia de expansão nacional até 2026

Com o programa estruturado e o modelo indireto consolidado, a Beephish mira agora uma presença mais capilar em todo o território brasileiro. O objetivo definido para 2026 é ter pelo menos um parceiro ativo em cada estado do país, garantindo cobertura nacional e proximidade regional com os clientes finais.

Para alcançar essa meta, a empresa planeja investir em ações específicas por região, como participação em eventos locais de tecnologia e cibersegurança, roadshows com parceiros e iniciativas de recrutamento de novos canais que já atuem com segurança da informação, conformidade regulatória ou serviços gerenciados. A ideia é atrair empresas que possuam relação de confiança estabelecida com seus clientes e que desejem ampliar sua oferta com soluções de risco humano.

Por que o modelo indireto é estratégico em cibersegurança

No setor de cibersegurança, o modelo de vendas via canais ganha força porque muitos clientes preferem se relacionar com um único parceiro de confiança, que concentra diferentes soluções e serviços. Em vez de falar diretamente com vários fabricantes, as empresas recorrem a integradores e MSSPs que conhecem sua operação, seu ambiente tecnológico e suas dores de negócio. Ao apostar em um modelo totalmente indireto, a Beephish se posiciona justamente onde essas decisões acontecem: na consultoria e na recomendação do parceiro.

Além disso, a gestão do risco humano não se resume à compra de uma ferramenta. Ela exige acompanhamento contínuo, campanhas de conscientização adaptadas à realidade da empresa, análise de comportamento de usuários e ajustes constantes de políticas e treinamentos. Parceiros que oferecem serviços recorrentes conseguem integrar a plataforma da Beephish em contratos de longo prazo, elevando o valor agregado para os clientes e garantindo receita mais previsível para todos os envolvidos.

Alinhamento com regulamentações e exigências do mercado

Outro pilar importante da estratégia da Beephish é o alinhamento com normas e exigências regulatórias, que se tornaram um dos principais motores de investimento em segurança da informação. Setores como financeiro, saúde, educação, indústria e varejo lidam com dados sensíveis, dependem de continuidade operacional e estão sujeitos a auditorias e penalidades em caso de incidentes.

Nesse cenário, a dimensão “risco humano” deixou de ser um tema periférico e passou a fazer parte das discussões centrais de conformidade. Reguladores e boas práticas de mercado cobram não apenas controles tecnológicos, mas também evidências de programas de conscientização, testes de phishing, monitoramento de comportamentos de risco e trilhas de treinamento contínuo. A Beephish, ao trabalhar lado a lado com parceiros GRC e MSSPs, busca posicionar sua plataforma como peça-chave para atender a essas exigências, fornecendo indicadores e relatórios úteis para auditorias e comitês de segurança.

O papel dos parceiros na educação em segurança

Empresas especializadas em conscientização de segurança são parte estratégica da base da Beephish. Elas ajudam a traduzir temas complexos – como engenharia social, phishing, vazamento de credenciais e boas práticas no uso de e-mail e ferramentas em nuvem – em linguagem acessível para usuários finais. Ao combinar metodologia educativa com tecnologia de gestão de risco humano, esses parceiros entregam projetos mais completos, que vão além do envio esporádico de campanhas de e-mail.

Para esses players, o Programa de Canais oferece a possibilidade de estruturar ofertas recorrentes de serviços, com acompanhamento mensal ou trimestral, relatórios de evolução de maturidade e ciclos de melhoria contínua. Assim, as empresas clientes enxergam a conscientização não como uma ação isolada, mas como um componente fixo de sua estratégia de segurança.

Oportunidades para integradores e MSSPs

Integradores e provedores de serviços gerenciados de segurança também encontram no portfólio da Beephish uma forma de diferenciar suas ofertas. Tradicionalmente, muitos contratos de segurança se concentram em firewalls, antivírus, EDR, SIEM e outros controles voltados à infraestrutura e aos endpoints. Ao adicionar uma camada estruturada de gestão de risco humano, esses prestadores ampliam sua entrega, conectando tecnologia e comportamento.

Isso permite, por exemplo, correlacionar dados de incidentes com comportamentos de usuários, identificar áreas mais suscetíveis a ataques de engenharia social e priorizar investimentos de segurança onde o impacto humano é maior. Na prática, o parceiro passa a oferecer uma visão mais holística da postura de segurança do cliente, reforçando seu papel consultivo.

Profissionalização da gestão de canais

A nova fase do Programa de Canais também representa um movimento de profissionalização da relação com o ecossistema. Em vez de atuar de forma oportunística, a Beephish passa a trabalhar com critérios claros de performance, planos de desenvolvimento para cada tipo de parceiro e mecanismos estruturados de apoio comercial e técnico.

Treinamentos periódicos, materiais de capacitação específicos para times de vendas, suporte especializado em pré-vendas e acompanhamento próximo de oportunidades estratégicas são alguns dos elementos que tendem a elevar o nível de maturidade dos parceiros. A ideia é formar um grupo de canais que conheçam profundamente o produto, saibam articulá-lo dentro de projetos mais amplos de cibersegurança e tenham habilidade para mostrar o retorno sobre investimento em iniciativas de risco humano.

Perspectivas para os próximos anos

Com o crescimento acelerado da base de parceiros em 2025, o lançamento de um programa de canais estruturado e a meta de presença em todos os estados até 2026, a Beephish se posiciona para disputar espaço em um mercado cada vez mais competitivo. A combinação de modelo indireto, foco em risco humano e alinhamento regulatório tende a atrair canais que buscam diferenciação em seus portfólios e clientes que desejam uma abordagem mais completa de segurança.

À medida que ataques explorando o fator humano continuam em alta e as empresas reconhecem que tecnologia sozinha não basta, soluções que unam educação, análise de comportamento e gestão contínua do risco das pessoas tendem a ganhar protagonismo. Nesse contexto, o ecossistema de parceiros da Beephish surge como o principal motor de crescimento da empresa e como ponte entre a startup e as organizações que buscam fortalecer sua cultura de segurança.