Cipher integra Ia generativa ao xmdr e eleva a detecção gerenciada de ameaças

Cipher incorpora IA generativa ao xMDR e eleva padrão de detecção gerenciada de ameaças

A Cipher, braço de cibersegurança do Grupo Prosegur, anunciou no Brasil o IA Hunter, um novo recurso de Inteligência Artificial generativa integrado à sua plataforma xMDR (Extended Managed Detection and Response). A funcionalidade foi desenhada para ampliar a capacidade de análise de ameaças digitais, melhorar a colaboração entre equipes de segurança e aumentar a eficiência operacional e competitiva dos clientes.

O lançamento chega em um momento de forte pressão sobre as áreas de segurança da informação. Só no primeiro semestre de 2025, a América Latina registrou 374 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos, sendo que o Brasil concentrou 84% desse volume, com 315 bilhões de ocorrências, de acordo com dados da Fortinet Guard Labs. Nesse contexto, a adoção de IA deixa de ser diferencial e passa a ser elemento essencial na defesa cibernética.

O IA Hunter foi criado justamente para lidar com esse cenário de risco elevado e alta complexidade. Em vez de olhar para um alerta isoladamente, a solução combina algoritmos avançados de IA e automação para interpretar o contexto completo de uma possível ameaça. A plataforma analisa parâmetros técnicos do evento, cruza referências de diversas fontes e correlaciona dados de todo o ecossistema do cliente – tanto interno quanto externo – para produzir um diagnóstico mais rico e assertivo.

Essa abordagem contextualizada permite ir além da simples detecção de incidentes. O IA Hunter avalia origem, comportamento, histórico e possíveis impactos de uma atividade suspeita, reduzindo falsos positivos e ajudando a priorizar o que realmente representa risco. Ao reunir informações de diferentes ferramentas, logs, endpoints e redes, a plataforma transforma uma massa de dados fragmentados em inteligência acionável.

Um dos pontos de destaque é a redução expressiva no tempo de investigação. Atividades que antes podiam exigir mais de uma hora de um analista – como revisar evidências, consultar múltiplas fontes, elaborar um relatório técnico e apontar próximos passos – passam a ser concluídas em poucos minutos com o apoio da automação. A Cipher estima uma diminuição superior a 90% no tempo dedicado às tarefas investigativas rotineiras, liberando a equipe para atividades de maior valor estratégico.

Esse ganho de velocidade é especialmente crítico em incidentes que exigem resposta quase imediata, como movimentação lateral de um atacante em rede corporativa, sequestro de dados ou exploração de vulnerabilidades críticas. Quanto mais rápido a equipe consegue interpretar o que está acontecendo, menor é a janela de atuação do invasor e menor a probabilidade de impacto operacional, financeiro e reputacional.

O impacto do IA Hunter se estende diretamente à operação dos Centros de Operações de Segurança (SOC). Com a automação de análises repetitivas e a geração automática de relatórios detalhados, os analistas podem redirecionar o foco para causas-raiz, desenho de controles preventivos, melhoria contínua de políticas de segurança e investigação avançada de incidentes complexos. Ao mesmo tempo, a própria plataforma passa a sugerir recomendações de segurança digital e medidas preventivas, contribuindo para o fortalecimento da postura de cibersegurança dos clientes.

Outro pilar da solução é a preocupação com a proteção de dados. O IA Hunter foi concebido para operar em ambiente controlado, utilizando dados internos de forma confidencial. A Cipher enfatiza que as informações processadas permanecem dentro do perímetro seguro definido, respeitando regras de privacidade, compliance e governança de dados. Em um cenário de crescente questionamento sobre o uso de IA e proteção de informações sensíveis, essa arquitetura fechada se torna um diferencial relevante.

Catarina Viegas, CEO Latam da Cipher, destaca que a novidade entrega dois componentes fundamentais para acelerar a tomada de decisão do analista: uma documentação completa de toda a investigação e um veredicto baseado no contexto interno e externo da organização. Em outras palavras, o profissional não recebe apenas um alerta ou uma pontuação de risco, mas um dossiê estruturado com evidências, correlações e conclusões, pronto para embasar decisões técnicas e gerenciais.

A executiva também ressalta que o IA Hunter faz parte de um movimento mais amplo de digitalização e inovação na infraestrutura do xMDR ao longo de 2025. Entre os avanços, estão a incorporação de capacidades mais avançadas de cibersegurança, a otimização de fluxos de trabalho para uma gestão mais eficiente e o uso de sistemas orientados a coletar, correlacionar e gerenciar informações de ameaças de forma integrada. O objetivo é reduzir silos, unificar a visão de risco e tornar o ambiente de segurança mais proativo.

Segundo Catarina, em um cenário em que os ataques crescem em volume, sofisticação e velocidade, o IA Hunter representa um salto qualitativo na proposta da Cipher. A combinação de maior cobertura, agilidade e precisão na identificação de ameaças ajuda os clientes a se manterem um passo à frente dos cibercriminosos, aumentando o nível de resiliência cibernética das organizações atendidas.

A evolução do xMDR com o IA Hunter também se alinha ao roadmap tecnológico da Cipher. Já em fevereiro do ano anterior, a companhia havia anunciado uma atualização importante da plataforma, com modernização profunda de front-end e back-end, adoção de arquiteturas baseadas em microsserviços, evolução da camada de dados e fortalecimento do modelo de inteligência artificial. O novo recurso de IA generativa surge como continuação natural dessa jornada, potencializando o que já havia sido construído.

Do ponto de vista prático, o uso de IA generativa em um serviço de xMDR muda a dinâmica entre equipes de segurança e a própria plataforma. Em vez de apenas receber alertas e dashboards, o analista passa a dialogar com um “copiloto de segurança”, capaz de explicar o que está acontecendo, resumir incidentes complexos, sugerir hipóteses e até indicar quais ações de contenção ou mitigação devem ser priorizadas. Isso reduz barreiras técnicas e facilita a compreensão inclusive por equipes não especialistas.

Para empresas brasileiras, especialmente as que lidam com grande volume de dados ou ambientes distribuídos em nuvem, esse tipo de solução pode ser determinante. A explosão de serviços Cloud e SaaS ampliou a superfície de ataque, enquanto muitas organizações ainda operam com equipes enxutas de segurança. Ao automatizar a coleta, a triagem e a análise inicial dos eventos, o IA Hunter ajuda a equilibrar esse descompasso entre a complexidade do ambiente e a capacidade humana disponível.

Outro ponto relevante é a contribuição para a padronização de processos de resposta a incidentes. Com relatórios consistentes, linguagem unificada e trilhas de auditoria bem definidas, as empresas conseguem amadurecer seus playbooks, treinar novas equipes mais rapidamente e demonstrar conformidade com exigências regulatórias. Em casos de incidentes graves, essa documentação estruturada serve de base para análises pós-incidente, melhoria de controles e até eventuais interações com órgãos reguladores.

O IA Hunter também tende a impactar a forma como as empresas medem o desempenho de suas operações de segurança. Indicadores como tempo médio de detecção (MTTD), tempo médio de resposta (MTTR), taxa de falsos positivos e volume de alertas analisados por analista podem ser significativamente melhorados. Na prática, isso significa menos ruído, mais foco em ameaças reais e maior visibilidade sobre o retorno dos investimentos em cibersegurança.

Além disso, a introdução de IA generativa em uma plataforma xMDR favorece a criação de um ciclo de aprendizado contínuo. À medida que a solução processa novos incidentes, refina correlações e incorpora feedback dos analistas, os modelos tendem a ficar mais precisos e adaptados ao contexto específico de cada cliente. Isso é particularmente importante em setores altamente regulados, como financeiro, saúde e infraestrutura crítica, nos quais nuances de ambiente e negócio têm grande peso na análise de risco.

O movimento da Cipher também reflete uma tendência global: a transição de serviços tradicionais de monitoramento para modelos mais avançados de detecção e resposta gerenciadas, baseados em automação e IA. Empresas que antes dependiam apenas de ferramentas pontuais e equipes internas passam a buscar provedores capazes de orquestrar múltiplas tecnologias, gerar insights e entregar resultados tangíveis em proteção cibernética.

Em síntese, o IA Hunter posiciona a plataforma xMDR da Cipher em um novo patamar de maturidade tecnológica, combinando IA generativa, automação e arquitetura moderna para enfrentar um cenário de ameaças em franca escalada. Para organizações brasileiras pressionadas por ataques volumosos e sofisticados, a solução surge como um aliado estratégico na busca por maior eficiência, agilidade e precisão na defesa de seus ativos digitais.